O velho

por Chico Buarque (1968) O velho sem conselhos De joelhos De partida Carrega com certeza Todo o peso Da sua vida Então eu lhe pergunto pelo amor A vida inteira, diz que se guardou Do carnaval, da brincadeira Que ele não brincou Me diga agora O que é que eu digo ao povo O que … Continue lendo O velho

‘J. R. R. Tolkien – senhor da fantasia’: ressalvas

por Priscilla Lima Publicada originalmente em 2001 na Inglaterra, a biografia “J. R. R. Tolkien, o senhor da fantasia” (“Tolkien: a biography”, no original) foi publicada, no Brasil, em 2013 pela editora Darkside. Essa editora nasceu em 2012 com o objetivo de alcançar um nicho ainda pouco investido no Brasil – o do terror e … Continue lendo ‘J. R. R. Tolkien – senhor da fantasia’: ressalvas

Morte, vida e morangos à beira do abismo

por Priscilla Lima Em julho de 2014, morria Rubem Alves, educador e escritor mineiro. Nascido em 1933, em Dores da Boa Esperança, sul de Minas Gerais, Rubem Alves se consolidou como crítico e teorizador da educação, escritor de fábulas infantis, e cronista com vasta produtividade, principalmente após os 60 anos de idade. Além disso, sua … Continue lendo Morte, vida e morangos à beira do abismo

Ainda não…

por Priscilla Lima Em fins de maio desse ano, participei de uma banca de defesa de tese de doutorado que tratava da questão da ambivalência em alguns contos de Guimarães Rosa. A leitura e análise da tese me remeteu a algumas questões que compartilho aqui. Estudar questões essencialmente humanas a partir da literatura não é … Continue lendo Ainda não…

Cora e os becos de Goiás[i]

por Priscilla Lima Nos Poemas dos becos de Goiás, publicados em 1965, Coralina elege como tema personagens e paisagens totalmente esquecidas e silenciadas pela vida urbana. Os becos e seus objetos comuns são poetizados: Espólio da economia da cidade. Badulaques: Sapatos velhos. Velhas bacias. Velhos potes, panelas, balaios, gamelas, E outras furadas serventias Vêm dar … Continue lendo Cora e os becos de Goiás[i]

Poiesis de si

Nesse primeiro post, gostaria de retratar algumas questões levantadas por Aristóteles em “Poética” e no livro VI de “Ética a Nicômaco”. Em sua análise acerca da poesia, Aristóteles ressalta que, diferentemente do historiador, o poeta imita a vida e imita ações. Assim, ao imitar a vida, sua função não é recontar o que aconteceu mas o que poderia acontecer, o que é possível. O poeta recria, dessa forma, a realidade e enuncia verdades universais. A poiesis – cujo sentido se assenta na criação e na fruição estética – aponta para um posteriori, mesmo se baseando em algo que já aconteceu. A elevação e a filosofia da poesia, apontadas por Aristóteles, se fazem presentes justamente na capacidade do escritor em transformar o passado e o presente em possibilidades de recriação do futuro (...)

Atena X Poseidon – como surgiu a cidade de Atenas

por Ana Gabriela Lima A cidade de Cecrópia, governada por Cecrópe (metade cobra, metade homem, filho da Terra) era uma cidade Grega, banhada pelo mar. Poseidon, querendo uma cidade para si, onde todos o adorassem e fizessem cultos e sacrifícios em sua homenagem, ele chega em Cecrópia e diz ao povo: – Chamem essa cidade … Continue lendo Atena X Poseidon – como surgiu a cidade de Atenas