Meu epitáfio

por Cora Coralina

Morta… serei árvore
serei tronco, serei fronde
e minhas raízes
enlaçadas às pedras de meu berço
são as cordas que brotam de uma lira

Enfeitei de folhas verdes
a pedra de meu túmulo
num simbolismo
de vida vegetal.

Não morre aquele
que deixou na terra
a melodia de seu cântico
na música de seus versos.

Coralina, C. (2002). Meu livro de cordel. 10ed. São Paulo: Global. (Obra original publicada em 1976).

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