Titanomaquia – a origem dos deuses olimpianos

por Ana Gabriela Lima

Vou falar sobre o início; sobre o surgimento dos deuses, como os primeiros nasceram. O surgimento dos deuses não citados aqui, será feito em outros textos.

No início de tudo, não havia quase nada, apenas uma mistura de tudo no Universo. Então os deuses primordiais (que não são os deuses que conhecemos, como Zeus, Poseidon etc.) junto com Gaia (a Mãe Terra, a mais primordial), decidiram colocar aquilo tudo em ordem. E então a Mãe Terra, sem ajuda, sozinha, criou Urano, o deus Céu, que governaria aquilo tudo.

Então, a Terra, era território de Gaia, a terra era Gaia. E o céu, Urano.

Gaia e Urano tiveram juntos vários filhos, dentre eles, os titãs, uma geração inteira. Os titãs são como deuses, separados em nomes por poucas diferenças. Urano, com medo de perder o poder daquele vasto e grande Universo para um de seus filhos, que eram muito poderosos (como os deuses), aprisionou a todos no Tártaro, o ventre de Gaia, sua mulher. Mas, cansada daquilo, de ter filhos que, logo depois eram aprisionados para longe dela, Gaia liberta um de seus filhos titãs, Cronos. Então ela diz que cabia a ele destronar o pai e, depois, ser dono da Terra e do Universo, o rei de tudo.

Cronos, sendo muito ambicioso e egoísta, aceita a oferta e sobe ao céu para destronar e derrotar seu pai, que estava dormindo em uma nuvem. Assim, Cronos inicia uma batalha contra Urano. Ambos eram muito poderosos, mas Cronos com sua ambição, destrona seu pai, partindo-o em pedaços, e jogando-os ao mar.

Então, Cronos, recebendo o trono de rei do Universo, liberta seus irmãos e irmãs, além de agradar sua mãe, Gaia.

Cronos, governando o Universo, precisava de uma companheira. E, assim, se une a sua própria irmã, Réia. Com ela tem alguns filhos, os deuses. Mas com um medo, igual a seu pai, de perder o grande poder para seus próprios filhos, Cronos engole todos os filhos que Réia dá à luz.

Ele engole Héstia, Hera, Deméter, Hades e Poseidon, mas, como eram deuses, não morriam, eles ficavam ali, presos na barriga de seu pai. Até que Réia, como sua mãe  Gaia, anteriormente, se cansa daquilo. Sempre que tinha um filho, Cronos logo depois de seu nascimento o engolia. Ela queria criar seus filhos, para que eles então se tornassem grandes deuses.

Então, Réia fica grávida de novo. O bebê nasce, mas ela já tinha planejado algo para enganar o marido, e assim ter seu filho vivo.

Ela esconde o bebê e, para dar a Cronos, que não era burro nem nada, ela enrola uma pedra com um formato semelhante ao de um bebê em um pano e dá a Cronos. Ele, sem nem olhar o filho (ou a pedra, no caso), o engole. Se sente “satisfeito”, sabendo que poderia continuar reinando o grande e infinito Universo.

Então o mais novo filho de Réia vai viver em uma caverna, no alto de uma montanha, longe do pai. E assim, cresce Zeus, o filho mais novo, tendo o mesmo destino que o pai, destronar e ficar com o Universo.

Réia diz a Zeus que, um dia, quando for maior, terá aquele destino. E assim aconteceu. Porém Zeus não chegou lá e lutou. Ele, em vez disso, bolou um plano, foi esperto.

Com ajuda do titã Oceano, Zeus arranjou uma poção e, disfarçado de um criado de Cronos, o entrega a poção. O pai começa a ter dores terríveis, e então, vomita uma pedra, a pedra que Réia dera a ele como se fosse Zeus. Depois, ele vomita Poseidon, Hades, Deméter, Hera e Héstia, todos os deuses, todos os filhos que havia engolido.

Então Zeus, agora entrando em ação, diz que ele teria o poder da Terra, e seria o rei supremo. Mas seu pai diz que não abrirá mão do cargo, e desafia seu próprio filho a uma luta. E assim, há o início da Guerra dos Titãs, a Titanomaquia, uma das maiores e mais épicas guerras da Mitologia Grega.

A grande luta iria começar. Cronos e seus irmãos titãs de um lado, e Zeus e os deuses, seus próprios irmão também, do outro. Os deuses se encontravam no Monte Olimpo, um dos montes da Grécia, futuramente, sua morada. Por guerrearem e morarem no monte Olimpo é que os deuses são chamados de Olimpianos. Cronos e seu exército ficavam no Monte Otris.

Zeus libertou alguns seres do Tártaro para ajudar. Dentre eles, os Ciclopes, seres com apenas um olho, e também bons em forjar armas. Em agradecimento a Zeus, eles forjaram poderosíssimas armas para ele e seus irmãos.

A Zeus, os Ciclopes deram o poderoso Raio Mestre, um dos símbolos e armas do futuro rei. A Poseidon, o Tridente, a arma do rei dos mares e do deus dos terrremotos. E a Hades, deran um objeto que quem o colocasse ficaria invisível, o Elmo do Terror, ajudando o deus do mundo inferior, o deus da morte.

Depois da batalha estar desgastada e longa, pois ambos os lados eram poderosos, Zeus decidiu jogar a sua última carta, os Hecatonqueros, horrendos e assustadores seres.

Muito poderosos, fariam com que o Exercito de Titãs caísse. E assim aconteceu. Os Hecatonqueros, juntos com os deuses, derrotaram os titãs. O destino de Zeus estava ali, ele havia destronado o pai.

Então, Zeus condenou os titãs à prisão no pior dos lugares: o Tártaro, o ventre de Gaia. Assim, Cronos volta ao lugar de onde veio, e Zeus assume o poder do Universo.

Os deuses decidiram ficar no Monte Olimpo, vendo, lá de cima, tudo o que acontece na Terra. Os humanos, as mudanças e todo o resto. Assim, começou o reinado dos Deuses Olimpianos sobre a Terra.

Referências bibliográficas
Riordan, R. Percy Jackson e os olimpianos (vols. 1, 2, 3, 4 e 5). São Paulo: Intrínseca.
Canal do Youtube: Foca na história: https://www.youtube.com/channel/UCI5WkIKM1kPDKUR9g2ImnKQ

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