A placa que ignorei

por Ana Gabriela Lima

Essa é apenas uma narração, um conto que tive que escrever para a escola, desenvolvendo a história em torno de uma placa dizendo: “Perigo! Volte!”. Sem objetivo, ou moral da história, ou ensinamento, decidi postar por ter gostado muito. Espero que também gostem.

 

Eu tinha 27 anos. Ainda era nova, mas foi aí que meu sonho acabou. Uma triste história, escrita há tempo atrás. Eu era policial, daquelas de filmes, que vão ao crime e resolvem tudo, atiram e prendem. Uma vida louca, aquilo. Mas eu amava ser policial, desejava continuar e aproveitar essa vida cheia de perigos… Porém, infelizmente não foi o que aconteceu.

Dirigindo em uma rodovia deserta, em direção ao urgente crime, avistei uma placa intrigante: “Perigo! Volte!” A rua estava deserta, nenhum movimento. O que poderia ser o perigo? Na rodovia havia apenas eu e… uma velha senhora, andando calmamente. Era ela o perigo?

Mas, claro que uma corajosa policial, como eu (autoestima elevada? Um pouco…) não iria temer uma intrigante placa ou uma senhora; eu segui em frente. Corajosamente (eu achei, não sei como vocês estariam nesse momento) ultrapassei a velha e… Nada aconteceu. Fiquei pensando se a placa seria uma brincadeira, para assustar e atrasar o caminho dos motoristas. Porém, logo vi que não avistando mais a frente o perigo que acabaria com tudo.

Eram pedras (tudo, não foi exagero… para mim, as malditas pedras acabaram com tudo da minha vida), no meio da rodovia! “ Como não percebi antes?” Perguntei-me em pensamento. Pisei firme no freio que, vi naquele momento havia quebrado. A “corajosa policial” entrou em pânico (o mundo dá voltas).

Eu comecei a gritar, as pedras se aproximando (ou, na verdade, eu e meu carro se aproximando das pedras). Tentei todos os controles do carro, nada parava aquele carro. E… Você já pode imaginar o que aconteceu, se tiver prestado atenção em quando eu disse:  “eu amava ser policial” e “perigo que acabaria com tudo.”. Associe.

Foi nesse dia que sofri um grave acidente com aquelas pedras e perdi o controle de minhas pernas.

Acordei, no outro dia em uma confortável maca de hospital. Eu não sentia minhas pernas. Mais tarde, soube que não, a velha senhora não era o perigo, e sim a ajuda. Ela tinha me tirado do meio das pedras e me levado ao hospital. E depois, quando meu chefe de trabalho foi me visitar, me deu a triste notícia: Eu, obviamente, agora não poderia mais seguir meu sonho de policial.

Me culpo e penso até hoje: “Ah, se eu tivesse prestado atenção naquela placa”.

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